O curso de formação de formadores que frequentei há já uns anos, fizemos um exercício (actividade prática) que revelou ser uma lição muito importante sobre o que deveria ser a base de qualquer tipo de relação entre duas (ou mais) pessoas:
A turma foi dividida em duas equipas: Uma foi para fora da sala de aulas com o monitor onde lhes explicou a tarefa que deveria atingir sem que a outra equipa tomasse conhecimento, tendo depois efectuado o mesmo procedimento com a equipa que ficou dentro da sala enquanto preparava o “cenário de guerra”.
Finalizados os preparativos, pediu para que a equipa entrasse na sala que estava dividida em duas partes por uma fita e se colocasse no lado oposto onde estava a outra equipa.
O objectivo da nossa equipa era trazer a equipa adversária para o nosso lado e como caranguejo que sou, preferi primeiro ver como é que a equipa oposta se comportava, para ver qual era o seu objectivo… Parecia-me que o seu propósito era semelhante mas tal lógica não encaixava: se eles também queiram que nós fossemos para o lado deles, todo o secretismo que o monitor colocou nas nossas missões… era ridículo: ambas as equipas trocavam de lado e ambos atingiam os objectivos!
Meio receoso, lá comecei a perguntar à outra equipa se não dava para parar e conversar primeiro, em vez de estarem tentar aliciar e a puxar os elementos da outra equipa com manobras subreptícias…
O mais giro é que do outro lado também havia outra pessoa que estava a pensar (e agir) da mesma forma, mas como estávamos em minoria, os restantes embrenharam-se num jogo de puxa e empurra inconsequente, pois ninguém queria ir para o outro lado e arriscar-se a perder, tendo o monitor terminado o exercício explicado a forma correcta: se ambas as equipas tivessem sido honestas e comunicado os seus objectivos com transparência teriam feito apenas uma coisa: arrancavam a fita que dividia as partes e estas deixavam de existir, ganhando ambas e não existindo equipas perdedoras.
Claro que aí a solução pareceu simples e óbvia…
E de tempos a tempos, este exercício vem-me à mente, pois o Mundo seria melhor se pessoas agissem de forma mais honesta e transparente…
Também fiz o curso de formação de formadores no ano passado e fizemos um exercício semelhante a esse. não me lembro de como foi, mas lembro-me que todo o curso foi uma aprendizagem muito para além do que esperava. Realmente interessante.
Agora fora do tema: Adoro a foto do cabeçalho. só é pena ser tão piquena.
SanFrancisco me aguarde!!
Beijocas!
Por: Mr.WannaB em Segunda-feira, 26 Maio 2008
às 19:04
Eu fiz o curso em 2005 e foi uma experiência enriquecedora porque o ser humano (os outros também, mas eu não me meto na vida deles… é como diz o outro, se bem que eu nunca tenha percebido como é que se consegue, “as opiniões são como as vaginas: cada mulher tem a sua e quem quiser dá-la, dá-la”, mas acho… acho que é pelo facto de não ser mulher… e de não ter vagina par’dá-la) tem o hábito de se acomodar a si próprio… e o curso ajudou-me a aperceber (e combater) o comodismo que acontece nas relações sociais (os mesmos lugares onde nos sentamos, as mesmas frases, os mesmo tiques nervosos, etc) e sobretudo a colocar-me nos lugar dos outros para ver/ouvir/sentir aquilo que pretendo transmitir (benditas autoscopias… eu tenho as minhas gravadas sabe-se lá onde… mais uma tarefa para a lista de coisas a fazer).
Por outro lado, fica-se só com o sabor amargo na boca de não obrigarem mais pessoas a frequentarem estes cursos… podiam melhorar tanto.
Quanto à foto de SF, que tal veres em: Golden Gate
Se gostares muito , até posso-te enviá-la no formato original… mas tens de pedir
Por: enginethrobs em Segunda-feira, 26 Maio 2008
às 19:43
Deixa lá que eu em Agosto faço eu a minha foto da Golden Gate!!

A começar um fotolog?? boa!
Olha lá, eu sei que tu gostas muito do Hot or Not, mas esta semana não coloquei porque queria dar destaque ao podcast que comecei! Já o ouviste?
Bjos!
Por: Mr.WannaB em Terça-feira, 3 Junho 2008
às 9:27